Influência da publicidade na automedicação na população de um município brasileiro de médio porte

Jucier Gonçalves Júnior, Sávio Emanuel Dos Santos Moura, Gabriela Carvalho Lage Dantas, Antonia Máximo de Lima, Wânia Sandra Bezerra de Brito, Bárbara de Oliveira Brito Siebra, Jair Paulino de Sales, Estelita Lima Cândido

Resumo


Introdução: A automedicação é uma prática que, feita de forma arbitrária, traz riscos reais à saúde da população. Entretanto, seus fatores contributivos, sobretudo a influência da propaganda no consumo de fármacos, não tem uma correlação bem estabelecida na literatura. Objetivos: Estimar a prevalência da automedicação e avaliar a influência da propaganda nesse hábito. Método: estudo transversal, quantitativo, no município de Crato, Ceará, Brasil, com amostra de 104 pessoas. Resultados: 67% da amostra praticava automedicação. Destas, 80% conheciam os riscos para a prática. Uma parcela de 67,6% dos praticantes revelou ser influenciada pela propaganda para a escolha do medicamento e, entre eles, a taxa de automedicação foi de 1,6x maior (p=0,004). O sexo, a idade e a renda não exerceram influência sobre a referida prática (p>0,05). Conclusões: A prevalência de automedicação entre os participantes é elevada, o que denota uma necessidade real de se repensar as normas regimentais de publicidade, assim como desperta e sugere para o impacto que campanhas publicitárias bem elaboradas podem ter no público em geral, configurando uma potencial ferramenta de saúde pública.


Palavras-chave


Automedicação; Saúde Pública; Propaganda

Texto completo:

PDFA


DOI: http://dx.doi.org/10.12662/2317-3076jhbs.v6i2.1447.p152-155.2018

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